PROGRAMA SAÚDE MAIS PERTO
PROGRAMA SAÚDE MAIS PERTO

PROGRAMA SAÚDE MAIS PERTO

Unidade Básica de Saúde Móvel – Proposta para o Município de São Paulo


1. APRESENTAÇÃO

A proposta do Programa Saúde Mais Perto prevê a implantação de equipes itinerantes de atenção primária à saúde no município de São Paulo, com o objetivo de ampliar o acesso a serviços básicos para pessoas com mobilidade reduzida, idosos com limitações funcionais, pessoas com deficiência motora grave e população em situação de rua.

A iniciativa busca superar uma das principais barreiras ao acesso à saúde na maior metrópole do Brasil: a dificuldade de deslocamento. Para milhões de paulistanos, chegar até uma Unidade Básica de Saúde (UBS) pode significar horas de transporte público, longas caminhadas ou, simplesmente, uma impossibilidade física.

O programa propõe um modelo híbrido e inovador que combina atendimentos em pontos estratégicos com visitas domiciliares, mantendo plena integração com a rede municipal de saúde por meio de prontuário eletrônico compartilhado.

Diferenciais do programa:

  • Atendimento onde o paciente está – redução ou eliminação do deslocamento

  • Modelo híbrido – máxima eficiência com foco nos mais vulneráveis

  • Tecnologia integrada – prontuário único com a rede municipal

  • Faseamento inteligente – início com 30 unidades e expansão gradual baseada em indicadores

  • Cadastro 100% remoto – eliminando a necessidade de deslocamento para inscrição


2. PÚBLICO-ALVO E CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE

O programa atenderá prioritariamente os seguintes grupos, mediante cadastro prévio e validação:

Critérios objetivos para cadastro:

Critério Descrição
Idosos com mobilidade reduzida Pessoas com 75 anos ou mais que apresentem dificuldade comprovada de locomoção (atestado médico ou avaliação de agente comunitário)
Pessoas com deficiência motora grave Cadeirantes, acamados, pessoas com próteses ou limitações funcionais severas que impeçam deslocamento autônomo
Doenças crônicas descompensadas Pacientes com diabetes, hipertensão ou outras condições que exijam acompanhamento regular (mínimo 1x/mês) e que não tenham condições de chegar à UBS
Moradores de áreas de difícil acesso Comunidades periféricas, favelas ou regiões com transporte público precário e distância superior a 3 km da UBS mais próxima
População em situação de rua Atendimento itinerante, sem necessidade de cadastro prévio, com prioridade para abordagem social

Processo de cadastro:

  • Exclusivamente por telefone (0800) ou aplicativo – eliminando a necessidade de deslocamento para se inscrever

  • Agentes comunitários poderão realizar cadastros ativos durante visitas de rotina

  • Validação documental simplificada (aceitação de declaração de vulnerabilidade assinada pelo próprio paciente ou familiar)

Reavaliação periódica da elegibilidade:

"Os critérios de elegibilidade poderão ser reavaliados periodicamente pela equipe de saúde para verificar a permanência da necessidade do atendimento domiciliar. A cada 6 meses, o paciente será reavaliado, podendo ser mantido no programa, transferido para atendimento em ponto fixo da mesma van (se houver melhora parcial) ou encaminhado para a UBS de referência (se houver recuperação total da mobilidade)."

Objetivo da reavaliação: Evitar que pacientes permaneçam no programa indefinidamente sem necessidade, garantindo que os recursos sejam direcionados a quem realmente precisa.


3. OBJETIVOS

Objetivo Geral

Ampliar o acesso aos serviços básicos de saúde para pessoas com mobilidade reduzida e grupos em situação de vulnerabilidade no município de São Paulo, reduzindo significativamente a necessidade de deslocamentos para atendimentos de baixa e média complexidade.

Objetivos Específicos

  1. Reduzir em até 70% o absenteísmo (faltas) em consultas agendadas para pacientes com dificuldade de locomoção (estimativa preliminar)

  2. Desafogar as unidades fixas, direcionando para as equipes móveis os atendimentos de pacientes que utilizam os serviços exclusivamente para renovação de receitas e controle de sinais vitais

  3. Garantir acompanhamento regular de pacientes crônicos que atualmente abandonam o tratamento por dificuldade de acesso

  4. Oferecer atenção básica itinerante à população em situação de rua, articulada com a rede de assistência social

  5. Gerar indicadores confiáveis para planejamento da expansão do programa


4. BENEFÍCIOS ESPERADOS

Este capítulo documenta os resultados que se pretende acompanhar e mensurar ao longo da implantação do programa:

Benefício Descrição Indicador associado
Redução do tempo médio de deslocamento do paciente Paciente atendido em sua comunidade ou residência, eliminando horas de transporte Tempo médio entre saída de casa e início do atendimento
Aumento da adesão ao tratamento Acompanhamento regular reduz interrupções e abandono de terapias Taxa de comparecimento em consultas agendadas
Diminuição das faltas em consultas Atendimento no local reduz significativamente o absenteísmo % de faltas em relação ao total de agendamentos
Maior cobertura de atenção básica Ampliação do alcance da rede, especialmente em áreas periféricas Nº de atendimentos realizados por mês / população elegível
Identificação precoce de doenças Avaliação clínica regular permite detectar agravos em estágio inicial % de diagnósticos precoces / total de novos diagnósticos
Integração entre saúde e assistência social Articulação com CRAS/CREAS para população em situação de rua e vulneráveis Nº de encaminhamentos para rede de assistência social
Humanização do atendimento Relação mais próxima entre equipe e paciente, com escuta ativa e vínculo Índice de satisfação do paciente (pesquisa)
Redução de internações evitáveis Acompanhamento de doenças crônicas evita descompensações e hospitalizações Taxa de internação por condições sensíveis à atenção primária
Economia de recursos públicos Atendimento preventivo custa menos que internações e procedimentos de urgência Custo por atendimento vs. custo de internação evitada


5. MODELO DE ATENDIMENTO – HÍBRIDO

O programa adotará um modelo híbrido que combina atendimentos em pontos fixos temporários com visitas domiciliares, otimizando recursos e maximizando o alcance.

Como funciona:

Cada van terá uma micro-área de atuação (2 a 3 bairros adjacentes) e cumprirá uma rota diária estruturada:

Período Atividade Duração Capacidade
Manhã (8h–10h) Ponto de atendimento em local estratégico (praça, igreja, associação de bairro, UBS próxima) 2h Até 8 pacientes
Manhã (10h30–12h) Visitas domiciliares (2 a 3 pacientes) 1h30 2 a 3 pacientes
Almoço (12h–13h) Pausa da equipe 1h -
Tarde (13h–15h) Ponto de atendimento em segundo local 2h Até 8 pacientes
Tarde (15h30–17h30) Visitas domiciliares 2h 2 a 3 pacientes
Final da tarde (17h30–19h) Ponto de atendimento em terceiro local 1h30 Até 6 pacientes

Total estimado por van/dia: 15 a 20 atendimentos (10 a 12 em pontos fixos + 5 a 8 domiciliares)

Pontos fixos estratégicos:

  • Definidos com base em dados do CADÚnico, IBGE e demanda registrada

  • Próximos a equipamentos públicos existentes

  • Rotação semanal para cobrir diferentes áreas

Visitas domiciliares:

  • Reservadas para pacientes cadastrados com maior grau de vulnerabilidade

  • Agendadas com antecedência mínima de 48h para confirmação

  • Flexibilidade para remanejamento em caso de imprevistos


6. COMPOSIÇÃO DAS EQUIPES

Cada Unidade Básica de Saúde Móvel será composta por:

Profissional Função Observação
Motorista Condução da van, auxílio na montagem/desmontagem do ponto, suporte logístico Com treinamento em primeiros socorros
Médico(a) clínico geral Consultas, avaliação clínica, renovação de receitas, identificação de necessidade de encaminhamento Com experiência em atenção primária
Enfermeiro(a) Acolhimento, aferição de sinais vitais, coleta de exames, orientações de saúde, supervisão técnica -
Técnico(a) de enfermagem Coleta de sangue, urina, fezes, curativos, aplicação de medicamentos, suporte ao enfermeiro -

Recepcionista: Não integrará a equipe fixa, pois todo o agendamento e cadastro serão realizados por telefone/aplicativo. O acolhimento no local será realizado pelo enfermeiro e técnico de enfermagem.

Justificativa da decisão: A eliminação da recepcionista simplifica a operação, reduz custos e torna a equipe mais enxuta e ágil, especialmente em deslocamentos e pontos fixos com espaço limitado na van.

Equipes para população em situação de rua (acréscimo):

Profissional Função
Assistente social Abordagem social, articulação com CRAS/CREAS, orientação sobre benefícios e serviços, encaminhamento para rede de acolhimento


7. SERVIÇOS OFERTADOS

As unidades móveis oferecerão serviços compatíveis com a atenção primária, todos registrados em prontuário eletrônico:

Consultas e avaliações

  • Consulta clínica geral

  • Avaliação clínica inicial

  • Renovação de receitas de medicamentos contínuos

  • Orientações de saúde e educação em saúde

Exames e procedimentos

  • Aferição de pressão arterial

  • Controle de glicemia (teste rápido)

  • Coleta de sangue para exames laboratoriais

  • Coleta de urina

  • Coleta de fezes

  • Curativos simples

  • Administração de medicamentos (quando prescritos)

Encaminhamentos e articulação

  • Encaminhamento para atendimento especializado (via UBS de referência)

  • Encaminhamento para exames de maior complexidade

  • Em casos de urgência: acionamento do SAMU (Suporte Avançado) para transporte até unidade hospitalar

  • Articulação com a rede de assistência social (para população em situação de rua)

 


8. LOGÍSTICA E INFRAESTRUTURA

Características da van:

  • Veículo adaptado com:

    • Geladeira hospitalar (compartimento duplo: um para medicamentos que necessitam refrigeração e outro exclusivo para amostras biológicas)

    • Monitor de temperatura contínuo com alarme (faixa 2°C–8°C, conforme exigência ANVISA)

    • Maca ou maca dobrável para exames e atendimento

    • Módulo de oxigênio portátil para emergências

    • Kit de emergência completo

    • Tablet com acesso ao prontuário eletrônico (com chip de dados móveis)

    • Impressora portátil para receitas e atestados

    • Sistema de som e iluminação para pontos fixos

Logística de exames e amostras:

  • As amostras coletadas são acondicionadas na geladeira hospitalar da van

  • Durante a rota, a van pode estacionar próximo a uma UBS da rede para entrega das amostras

  • Um carro de apoio (moto ou veículo pequeno) pode ser acionado para recolher amostras em caso de necessidade

  • Controle de qualidade: todas as amostras recebem código de barras no momento da coleta

Combustível e manutenção:

  • Abastecimento em postos credenciados com cartão corporativo

  • Manutenção preventiva a cada 5.000 km

  • Revisão geral mensal

  • Previsão de veículo reserva para emergências


9. TECNOLOGIA E INTEGRAÇÃO COM A REDE

Prontuário Eletrônico Integrado:

  • Todas as unidades móveis utilizarão sistema compatível com o prontuário da rede municipal

  • Acesso em tempo real ao histórico do paciente

  • Registro imediato de todos os atendimentos, exames e orientações

  • Compartilhamento de informações entre equipes móveis e UBS fixas

Agendamento:

  • Aplicativo próprio (Android e iOS) com:

    • Solicitação de agendamento

    • Acompanhamento da fila de espera

    • Notificações sobre a visita (dia anterior, hora aproximada, confirmação)

    • Canal de comunicação com a equipe

  • Central telefônica 0800 para quem não tem acesso à internet ou dificuldade com tecnologia

  • Integração com o sistema de regulação municipal (SISREG)

Indicadores de monitoramento (painel online):

Indicador Meta Periodicidade
Nº de atendimentos/mês 400 por van (estimativa preliminar) Mensal
Tempo médio entre agendamento e atendimento < 7 dias Mensal
Taxa de comparecimento (domiciliar) > 90% Mensal
Taxa de encaminhamento para especialistas < 15% dos atendimentos Mensal
Satisfação do paciente (pesquisa) > 85% de satisfeitos/muito satisfeitos Trimestral
Custo por atendimento Comparado à UBS fixa Trimestral


10. ATENDIMENTO À POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA

As equipes destinadas ao atendimento itinerante farão rondas programadas em diferentes regiões do município, com foco em:

  • Abordagem social ativa (busca ativa em pontos de concentração)

  • Atendimento básico de saúde (sem necessidade de cadastro)

  • Orientações de saúde e prevenção

  • Avaliação clínica inicial

  • Encaminhamento para a rede de assistência social (CRAS/CREAS)

  • Distribuição de insumos básicos (quando aplicável)

  • Distribuição de preservativos, kits de higiene (parceria com programa DST/AIDS)

Diferencial: Estas equipes contarão com assistente social para articulação com a rede de acolhimento e políticas públicas de transferência de renda, habitação e qualificação profissional.


11. FASES DE IMPLANTAÇÃO – ESCALABILIDADE

O programa adotará uma estratégia de expansão gradual e inteligente, permitindo ajustes operacionais e orçamentários a cada etapa.

Fase 1 – Piloto (6 meses)

Item Detalhe
Nº de unidades 30 vans
Regiões prioritárias Distritos com maior concentração de idosos e menor cobertura de UBS
Critério de escolha Análise do Índice Paulista de Vulnerabilidade Social (IPVS) e dados do CADÚnico
Municípios/distritos sugeridos Vila Mariana, Tatuapé, Santana, Campo Limpo, Brasilândia, Cidade Ademar (priorizando 5 regiões com perfis diversos)
Investimento estimado R10,5milho~es(vans)+R10,5milho~es(vans)+R 15 milhões (operação 6 meses) = R$ 25,5 milhões (estimativa preliminar)
Avaliação Análise de indicadores e ajustes operacionais

Fase 2 – Expansão (12 meses)

Item Detalhe
Nº de unidades +70 vans (total 100)
Cobertura 1 van por distrito (dos 96 distritos de SP, priorizando os 70 com maior demanda)
Investimento estimado R24,5milho~es(vans)+R24,5milho~es(vans)+R 80 milhões (operação 12 meses) = R$ 104,5 milhões (estimativa preliminar)

Fase 3 – Consolidação (24 meses)

Item Detalhe
Nº de unidades +200 vans (total 300)
Cobertura 2 a 3 vans por distrito nas áreas mais populosas
Modelo Consolidação do programa como política pública permanente
Investimento estimado R70milho~es(vans)+R70milho~es(vans)+R 350 milhões (operação 24 meses) = R$ 420 milhões (estimativa preliminar)

Nota metodológica: Todos os valores apresentados neste capítulo são estimativas preliminares, calculadas com base em custos médios de mercado e projeções de demanda. Os valores definitivos deverão ser estabelecidos por meio de estudo técnico detalhado e processos licitatórios.


12. ESTIMATIVA DE CUSTOS (FASE 1 – DETALHADA)

Rubrica Custo Unitário Quantidade Total (12 meses)
Van adaptada R$ 350.000 (estimativa) 30 R$ 10.500.000
Equipamentos médicos R$ 80.000 (estimativa) 30 R$ 2.400.000
Tecnologia (tablets, sistema) R$ 15.000 (estimativa) 30 R$ 450.000
Salários (equipe x 30) R$ 55.000/mês por equipe (estimativa) 30 R$ 19.800.000
Combustível R$ 8.000/mês por van (estimativa) 30 R$ 2.880.000
Manutenção R$ 2.000/mês por van (estimativa) 30 R$ 720.000
Material de consumo R$ 3.000/mês por van (estimativa) 30 R$ 1.080.000
Gestão e coordenação R$ 50.000/mês (estimativa) 1 R$ 600.000
Imprevistos (5%) - - R$ 1.000.000
TOTAL FASE 1 - - R$ 39.430.000

Importante: Todas as rubricas acima são estimativas preliminares, baseadas em cotações de mercado e projeções de custos operacionais. Para a versão final do projeto, recomenda-se a realização de estudo de viabilidade econômica detalhado, com participação das áreas de engenharia, suprimentos e planejamento orçamentário da Secretaria Municipal de Saúde.

 


13. INDICADORES DE ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO

Indicador Fórmula Meta
Cobertura (Nº de pacientes atendidos / total de elegíveis) x 100 30% no 1º ano (estimativa)
Tempo de espera Média de dias entre agendamento e atendimento < 7 dias
Absenteísmo (Nº de faltas / total de agendamentos) x 100 < 10%
Continuidade % de pacientes com retorno agendado > 70%
Encaminhamentos % de atendimentos que geraram encaminhamento especializado < 15%
Satisfação Média da nota (0 a 10) na pesquisa pós-atendimento > 8,5
Custo-efetividade Custo por atendimento na van vs. UBS fixa Van ≤ UBS

Pesquisa de satisfação (aplicada via app ou telefonema):

  • Cortesia e humanidade da equipe

  • Clareza das orientações

  • Tempo de espera

  • Infraestrutura da van

  • Nota geral (0 a 10)

  • Sugestões de melhoria


14. SUSTENTABILIDADE E GOVERNANÇA

Modelo de financiamento:

  • Recursos do Estado de São Paulo (Tesouro Estadual)

  • Possibilidade de convênio com o Ministério da Saúde (Programa Saúde na Hora)

  • Parcerias com o SEBRAE e SESI para manutenção de veículos

  • Doações de insumos (parceria com indústria farmacêutica)

Estrutura de governança:

  • Comitê Gestor: composto por representantes da SMS, Secretaria da Fazenda, Controle Interno e sociedade civil

  • Coordenação Executiva: equipe técnica dedicada da SMS

  • Avaliação Externa: prevista contratação de instituição de pesquisa para avaliação de impacto

Critérios para expansão:

  1. Cobertura mínima de 70% da demanda na região atual

  2. Orçamento disponível e aprovado

  3. Indicadores de satisfação e absenteísmo dentro da meta

  4. Capacitação de novas equipes (treinamento de 3 meses antes da operação)

  5. Ajustes operacionais baseados na avaliação da fase anterior

Continuidade como política pública:

  • Após 3 anos de resultados positivos, o programa deve ser incorporado à estrutura permanente da Secretaria Municipal de Saúde

  • Previsão de concurso público para profissionais (reduzindo terceirização)

  • Criação de núcleo de gestão do programa dentro da SMS


15. PRÓXIMOS PASSOS

Etapa Prazo Responsável
Apresentação do projeto ao Secretário Municipal de Saúde Mês 1 Equipe proponente
Aprovação orçamentária Mês 2–3 Secretaria da Fazenda
Licitação das vans e equipamentos Mês 4–6 Comissão de Licitação
Seleção e treinamento das equipes Mês 5–7 SMS / RH
Implantação da tecnologia (app, prontuário) Mês 6–7 TI SMS
Início da Fase 1 Mês 8 SMS
Avaliação da Fase 1 Mês 14 Comitê Gestor
Decisão sobre Fase 2 Mês 15 SMS + Secretaria da Fazenda

16. METODOLOGIA DAS ESTIMATIVAS

Os valores apresentados neste documento (custos, metas, número de atendimentos, redução de absenteísmo etc.) são estimativas preliminares, elaboradas com base em:

  1. Custos de mercado: cotações de fornecedores de vans adaptadas, equipamentos médicos e insumos

  2. Parâmetros operacionais: experiência de programas similares em outras cidades e estados

  3. Demanda projetada: com base em dados do IBGE, CADÚnico e Secretaria Municipal de Saúde

  4. Benchmarking: comparação com custos operacionais de UBS fixas e programas de saúde da família

Recomendações para a versão final:

  • Realizar estudo de viabilidade econômica detalhado

  • Elaborar termo de referência técnico para aquisição das vans

  • Estabelecer grupo técnico para refinamento dos indicadores

  • Submeter os valores à área de planejamento orçamentário da SMS


17. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Programa Saúde Mais Perto representa uma oportunidade única de reduzir uma das maiores desigualdades no acesso à saúde na cidade de São Paulo: a distância física entre o paciente e o serviço.

Com um modelo híbrido inovador, tecnologia integrada, equipes qualificadas e um plano de expansão realista, o programa tem potencial para:

  • Atender mais de 300 mil pessoas/ano na Fase 1 (estimativa preliminar)

  • Reduzir em 70% o absenteísmo de pacientes com mobilidade reduzida (estimativa preliminar)

  • Economizar recursos públicos ao evitar internações e agravamento de doenças crônicas

  • Humanizar o atendimento levando a saúde até quem mais precisa